Imensa fila para teste de Covid-19 em Campos Belos assusta; não se pode responsabilizar os profissionais de saúde

Duas coisas ontem (10) me chamaram a atenção.

A enorme fila de pacientes em Campos Belos (GO), junto à unidade sentinela do município, em busca de atendimento médico e de fazer o teste para detectar se realmente estavam com a Covid-19.

E uma grande quantidade de reclamações por parte de pacientes em relação aos atendimentos médicos, inclusive dirigidos a este Blog.

Minha visão é clara sobre esses episódios.

Grande parte das pessoas negligenciou o cuidado consigo mesmo para não serem contaminadas. Não faltou informação.

Todas as pessoas já sabem dos métodos de proteção; há mais de dois anos este Blog e os demais veículos jornalísticos do país têm falado sobre como evitar a propagação da pandemia. Todos sabem de cor e salteado o que deve ser feito.

E mais, crescente na Europa e na América do Norte, a cepa “omicron”, surgida na África do Sul, com grande poder de transmissão, chegaria no Brasil antes do Natal.

Mas muita gente não ligou e pagou para ver.

Uns não quiseram se vacinar nem com a primeira dose; outros se esqueceram da dose de reforço; outros tantos fizeram questão de organizar enormes farras e mais aglomerações como se a pandemia tivesse acabado.

Como resultado, a explosão de casos.

Então não se pode culpar o governo, os prefeitos, os órgãos de controle. A causa está em nós, cidadãos, que não estamos fazendo o dever de casa.

Por outro lado, há ainda a questão dos profissionais de saúde.

Há dois anos essa galera tem passado um perrengue danado com a pandemia, com extensa jornada de trabalho, exaustão, doenças óbvias, como a depressão e a ansiedade e, claro, pouco reconhecimento, principalmente na parte financeira.

E quando parece que a pandemia tinha ficado para trás, outra explosão de casos, nitidamente por negligência de nós, cidadãos.

E do nada começamos de uma vez a invadir as unidades de saúde em busca de ajuda. É claro que o caos seria instalado.

Há limites de profissionais de saúde; há limites de espaço; há limites dos insumos médicos; há limites de paciência e bom senso durante o atendimento.

Este Blog sempre pautou em defender os pacientes e denunciar que o atendimento médico tem que ser digno, humanizado, educado, na forma de diálogo entre médico e paciente, com o respeito que o cidadão e o médico precisam.

Mas como cobrar essas virtudes durante um caos? Um médico para 100, 200, 300 pessoas! todas querendo atendimento de excelência e no tempo desejado?

Não, não há cristão que consiga chegar a este nível de atendimento quando o caos está instalado.

Já que não cumprimos o dever de casa, ao menos tenhamos paciência. Agora é tarde. Como sempre digo, conviver numa pandemia mundial perigosíssima é para poucos.

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