Com comunidade abusando de festas e confraternizações, Covid em Campos Belos (GO) assusta: hoje subiu para 30 casos e mais 22 suspeitos

Imagens ilustrativas; não é da comunidade 

Desde março passado este Blog tem feito publicações diárias, com muita informação sobre a Covid-19; os números diários, as mortes Brasil afora, os dramas de pessoas que perderam toda família; o alerta de que morre também pessoas saudáveis; jovens, bebês. 


Venho falando que a Covid era uma doença inicialmente de rico, porque quem a pegou primeiramente era quem tinha dinheiro para viajar ao exterior e que o temor era quando a doença chegasse no interior do Brasil, nas pequenas cidades que nem hospital tem, nas favelas.


Mas não foram as poucas vezes que este jornalista foi esnobado, xingado de alarmistas; anti-Bolsonaro, contra a economia,  até de comunista, apenas por jogar luz sobre essa doença planetária, altamente contagiosa, letal e que não escolhe classe social, cor, idade e gênero para matar. 


Fizeram até campanha contra o Blog em redes sociais, inclusive para que se publicasse os números de “curados”, como se isso aplacasse a dor dos familiares que perderam entes queridos ou aquelas lembranças terríveis da morte de quem passou dias numa UTI lutando contra a Covid. 


Não, este Blog não é contra se trabalhar, pelo contrário. 


Mas é extremante frustante ver pessoas da comunidade, cultas e instruídas, conhecedoras de deveres e obrigações de quem vive em comunidade, postando diariamente em redes sociais seus passeios, seus churrascos, suas piscinas cheias; seus banquetes. 


Todas elas parecendo pouco se importar com o drama vivido do outro lado da rua. Só no Brasil, nesta sexta, são 1 milhão de infectados e cerca de 50 mil mortos.


Repito, 50 mil pessoas que nos deixaram; deixaram suas famílias; filhos, maridos, esposas, netos, sobrinhos. Todos levados pela doença e, claro, por uma boa dose de negligência. 


E a negligência que mais corrói é aquela das festinhas e não do trabalho; as confraternizações são um poço encantado para o coronavírus. 


E como fizeram festas e confraternizações em Campos Belos; em Arraias, em Posse, em Taguatinga; em todo o nordeste goiano e em todas as cidades do Tocantins. 


A conta chegou de vez e todo dia sobe; e tem subido de forma geométrica. Ontem publicamos que Campos Belos tinha batido 27 casos e 15 suspeitos. 


Em apenas 24 horas, essa conta já aumentou sensivelmente. Ainda há pouco a Secretaria de Saúde da cidade informou que há 30 casos confirmados e 22 suspeitos a espera de exames. 


E daqui a 15 dias, quantos serão? 


Estão esperando morrer muita gente para se cuidar e cuidarem das outras pessoas?


O ser humano é social por natureza. 


Ele não sobrevive sem estar em sociedade. 


Isso quer dizer que ele se beneficia da conivência em grupo, mesmo que para isso abra mão de algum privilégio e cumpra algumas obrigações. 


A história da humanidade está cheia de exemplos de sociedades que simplesmente desapareceram por simplesmente não respeitarem simples regras da convivência social. 


A atual conjuntura da pandemia não é para tanto; para o desaparecimento. Óbvio. 


O que se quer evitar são mortes evitáveis; sofrimento evitáveis. 


E preparem a “carcaça” porque este é só o começo da pandemia do novo coronavírus no interior.


Amigos, maturidade e juízo não faz mal a ninguém. 

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